Título: Roseana recebe Alckmin mas não lhe dá apoio
Autor: Raimundo Garrone
Fonte: O Globo, 26/07/2006, O País, p. 11

Pefelistas tentaram conseguir união mas os dois partidos estão divididos no Maranhão, já que PSDB tem candidato

SÃO LUÍS e BRASÍLIA. Fracassou a tentativa de Geraldo Alckmin (PSDB) de conseguir o apoio da senadora Roseana Sarney (PFL) para sua candidatura à Presidência. O tucano foi ontem a São Luís, onde se encontrou durante 40 minutos com Roseana, candidata do PFL ao governo estadual, na casa da família Sarney.

Os dois, acompanhados do senador Édison Lobão (PFL) e do candidato a vice na chapa de Alckmin, José Jorge (PFL), se trancaram na biblioteca do senador José Sarney e de lá saíram sem qualquer compromisso de apoio da senadora a Alckmin.

- Temos uma coligação nacional, sou candidato a presidente e levarei a minha mensagem ao povo do Maranhão. Se ela vai me apoiar? Pergunte a ela - disse Alckmin.

Roseana se recusou a falar com os jornalistas. Por meio de sua assessoria, disse que recebeu Alckmin por gentileza, como faria com qualquer pessoa que a visitasse.

A reunião com o tucano foi provocada por Bornhausen, José Jorge e Heráclito Fortes (PFL-PI), que chegaram em São Luís na noite de segunda-feira na esperança de conseguir o apoio efetivo de Roseana a Alckmin. O máximo que conseguiram foi uma foto dos dois juntos. O PSDB tem candidato no estado.

Sarney se diz vítima de espionagem

Em Brasília, o senador José Sarney (PMDB-AP) afirmou na tribuna do Senado que está sendo vítima de espionagem e escutas telefônicas. Suas suspeitas teriam sido confirmadas anteontem à noite, depois de combinar um encontro com um filhos no aeroporto de São Luís. Ele foi recepcionado por jornalistas, que queriam saber se ele também se reuniria com Alckmin.

Para Sarney, o Maranhão tem hoje um serviço de inteligência como o da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), numa queixa indireta ao governador do estado, seu ex-aliado José Reinaldo.

- O Maranhão é o único estado que criou uma Abin, da qual fazem parte os ex-agentes do SNI. De minha parte, quero dizer que todos no Maranhão estamos acostumados a isso, porque o que se conversa hoje ao telefone, no dia seguinte, os jornais transcrevem.

(*) Especial para O GLOBO

COLABOROU Adriana Vasconcelos