Título: Na Bolívia, empresa reduz projetos
Autor: Ramona Ordoñez
Fonte: O Globo, 08/08/2006, Economia, p. 26
A Petrobras reduziu os investimentos na Bolívia de US$ 2 bilhões para cerca de US$ 90 milhões no período de 2007/11. O diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, explicou ontem que a redução se deve ao cancelamento dos projetos que previam duplicar a capacidade de importação de gás natural da bolívia, que seria aumentada em mais 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás. A suspensão dos investimentos se deve às medidas anunciadas pela Bolívia desde maio último, que prevêem o aumento de tributos na produção e a nacionalização das reservas de petróleo e gás, além da retomada da operação das refinarias que pertencem à Petrobras e da distribuição de combustíveis. Segundo Cerveró, os investimentos mínimos na Bolívia se destinarão apenas a pequenas obras necessárias para ampliar a importação de gás dos atuais 24 milhões de metros cúbicos por dia para até 30 milhões de metros cúbicos por dia, conforme prevê o contrato em vigor.
Cerveró destacou, contudo, que os projetos da Petrobras no exterior para os próximos anos são bastante agressivos. No período de 2007/11, os investimentos previstos no mercado internacional pularam de US$ 6,7 bilhões para US$ 12,1 bilhões.
Argentina levará maior parte dos investimentos na AL
Mas, ao mesmo tempo em que os investimentos na Bolívia caíram sensivelmente, na Argentina cresceram. No Cone Sul, do total de US$ 2,8 bilhões de investimentos previstos para o período de 2007/11, 84% serão feitos pela Petrobras na Argentina ¿ ou seja, US$ 2,3 bilhões. Dos recursos totais destinados ao Cone Sul, serão aplicados 8% no Peru (US$ 210 milhões) e 4% na Colômbia (US$ 120 milhões).
Já na América do Norte, na África, na Europa e na Ásia, a Petrobras pretende investir outros US$ 5,4 bilhões. Mas o diretor destacou que a companhia tem mais US$ 3,9 bilhões, que serão utilizados em novos projetos ainda não definidos.
¿ Nossa meta é atingirmos uma produção de 570 mil barris por dia de petróleo no exterior em 2011 e refinar 500 mil barris diários ¿ disse Cerveró. (Ramona Ordoñez)