Título: NO MERCADO DE TRABALHO, 30% TÊM QUALIFICAÇÃO
Autor: Luciana Rodrigues
Fonte: O Globo, 24/08/2006, Economia, p. 30

Pesquisa do IBGE mostra que, entre os brasileiros com mais de 10 anos, 22,5% têm curso

Mais de um quinto dos brasileiros nas seis maiores regiões metropolitanas do país - São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador - já cursou ou está freqüentando um curso de qualificação profissional. São 22,5% com esse tipo de instrução entre a população com dez anos ou mais. Entre a população ativa, ou seja, as pessoas que estão empregadas ou em busca de trabalho, a parcela é ainda maior: 30,1%.

Os números foram apresentados ontem pela Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, durante seminário sobre estatísticas. Eles mostram que a qualificação proporciona rendimentos maiores e mais chances de conquistar um emprego formal. Entre o total da população ocupada, apenas 13,6% têm um salário superior a R$1.750. Porém, essa parcela sobe para 22,1% quando são considerados os ocupados com curso de qualificação profissional.

- Em alguns setores, como na indústria e nos serviços prestados a empresas, a exigência de qualificação é maior. É preciso estar mais instruído para conseguir uma vaga e também para permanecer empregado, porque a concorrência no mercado de trabalho hoje é muito grande - explica Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

Da população ocupada, 41,4% têm carteira assinada. Mas, entre os que têm qualificação, essa parcela no mercado formal chega a 57,7%. Chama atenção a grande proporção de jovens com qualificação, mesmo entre os desempregados. São 33% na faixa etária de 18 a 24 anos e 30% entre os que têm de 25 a 34 anos.

- Hoje o acesso à qualificação é maior, seja via Senai, Senac, ou mesmo em cursos de inglês - cita Azeredo.

Na Região Metropolitana do Rio, apenas 21,5% da população ocupada têm curso de qualificação, contra 30,1% da média nacional. Entre os desempregados, a diferença é menor: são 28,3% com qualificação no Rio e 30,4% em todo o país. Segundo Azeredo, isso pode ser resultado do menor número de trabalhadores com carteira assinada no Rio.

- A dinâmica da informalidade atrapalha.