Título: HELOÍSA PROMETE PROGRAMAS DE TV DEMOLIDORES
Autor: Maria Lima
Fonte: O Globo, 01/09/2006, O País, p. 3
BRASÍLIA. Uma Heloísa Helena totalmente no ataque e com o apoio dos militantes nas ruas. É essa a tática da coordenação de campanha da senadora alagoana nesta reta final da disputa presidencial. Segundo o coordenador nacional da campanha da candidata do PSOL, Martiniano Cavalcante, a intenção é mostrar que os principais adversários ¿ o petista Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Geraldo Alckmin ¿ são iguais na essência e que ela é a opção diferente.
¿ A Heloísa tem soco de Mike Tyson. Até agora ela estava apenas alisando o queixo. Os programas eleitorais serão demolidores. Vão mostrar que Lula e Alckmin são irmãos siameses, os gringos a serviço da corrupção, dos bancos. Vamos chamar o povo para lutar pela transformação e Heloísa Helena vai chegar ao segundo turno, nem que cheguemos sangrando ¿ disse Martiniano.
Segundo o coordenador, neste último mês da campanha, os militantes do PSOL estarão presentes nos principais espaços públicos das capitais e cidades metropolitanas, passando a mensagem de Heloísa Helena e pedindo apoio à sua candidatura. Outro momento de força da campanha será o lançamento do programa de governo, no dia 7.
¿ O programa de governo de Heloísa e do PSOL não será insosso como o dos tucanos ou o de Lula. Enfrentará questões polêmicas como os juros. Vamos demarcar que os projetos de Lula e Alckmin são similares e que é importante construir a alternativa ¿ disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
Para Chico, ao lado de Lula, Heloísa Helena é hoje a candidata com maior empatia. Ele atribuiu o recuo nas pesquisas eleitorais aos problemas financeiros da campanha, ao tempo reduzido da candidata na propaganda eleitoral ¿ 1 minuto contra 8 minutos de Lula e 10 minutos de Alckmin ¿ e ao fato de o PSOL ser um partido novo. E descarta que haja problema com o discurso mais à esquerda.
¿ A dificuldade não é de discurso, mas do meio, da falta de tempo e de dinheiro. A gente tenta compensar com a ação da militância. É uma luta difícil, é moer no áspero, mas vale a pena. Não considero (a queda nas pesquisas) uma ducha de água fria, mas um refluxo.
O coordenador da campanha disse também que na reta final terão prioridade 12 dos 27 estados, onde se concentram 80% da população: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Pernambuco, Ceará, Alagoas, Pará, Distrito Federal e Goiás. Em todos estes estados, os militantes estarão nas ruas para demonstrar a força da candidatura.
¿ Os militantes vão às ruas desmascarar a farsa das pesquisas que não refletem o que vemos na campanha ¿ disse Martiniano.