Título: TSE: CONFIANÇA NO COMPARECIMENTO ÀS URNAS
Autor: Elenilce Bottari
Fonte: O Globo, 24/09/2006, O País, p. 16

Pela primeira vez tribunal fez campanha institucional de três meses, no rádio e na televisão, pelo voto consciente

Após 20 meses de preparativos e da mobilização de cerca de dois milhões de mesários, 125,8 milhões de eleitores brasileiros vão escolher no próximo domingo, dia 1º de outubro, o presidente da República e os novos representantes do Senado, da Câmara dos Deputados, dos governos estaduais e das Assembléias Legislativas.

Depois de três meses da primeira campanha institucional pelo voto consciente no rádio e na televisão, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio de Mello, se diz confiante no comparecimento do eleitor às urnas:

¿ Acredito na eficácia da campanha. Foi a primeira vez que realizamos uma publicidade institucional com o objetivo de conscientizar a população. É claro que o atual quadro político foi levado em consideração, mas a decisão de veicular uma campanha institucional pelo voto consciente não está diretamente ligada ao campo federal ou estadual.

Boca-de-urna será combatida

Para evitar qualquer tipo de influência no voto do eleitor, o TSE proibiu a divulgação de pesquisas de boca-de urna para presidente no dia da votação até o encerramento das eleições em todos os estados.

As pesquisas de boca-de-urna sobre candidatos aos governos estaduais poderão ser divulgadas ao final da votação de cada estado.

¿ Onde a eleição foi encerrada totalmente, pode divulgar. Antes não, para não influenciar a concepção do voto útil ¿ disse Marco Aurélio.

No Rio, 144.496 mesários trabalharão para garantir o voto de 10.891.293 eleitores nos 92 municípios do estado. Desde o início da semana, o TRE faz campanha contra a boca-de-urna. Na segunda-feira, o presidente do TRE-RJ, desembargador Roberto Wider, reuniu os partidos para pedir que não permitissem a realização de boca-de-urna:

¿ É crime e uma agressão à liberdade do eleitor.

O TRE-RJ iniciou esta semana a distribuição de cinco milhões de colas (modelos para consulta) nas 248 zonas eleitorais do estado, em estações do metrô, concessionárias de serviços públicos, escolas e universidades. O objetivo é auxiliar o eleitor na hora da votação, reduzindo o risco de fraude por parte de cabos eleitorais e o tempo de espera nas filas de votação.

Votação exigirá 21 toques na urna

O supervisor das urnas eletrônicas no estado e juiz auxiliar da presidência do TRE-RJ, Arthur Narciso de Oliveira Neto, lembrou que a cola é um importante instrumento para a segurança do eleitor:

¿ Ela evita que o eleitor fique vulnerável à tentativa de fraude por parte de cabos eleitorais que cometem o crime de boca-de-urna ¿ explicou.

Os cinco cargos em disputa exigirão do eleitor um total de 21 toques nas urnas.

¿ Essas são eleições complexas, e o eleitor deve recorrer à cola oficial para votar com segurança e agilidade.

Quem não puder votar por problema de saúde ou outro impedimento terá 60 dias para procurar sua zona eleitoral após a eleição com um comprovante do motivo. Caso contrário, poderá ser multado ou ficar impedido de tirar documentos, como passaporte.

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