Título: BAHIA CAMINHA PARA 20 ANOS DE PFL
Autor: Evandro Éboli
Fonte: O Globo, 01/10/2006, O País, p. 30
Partido, no poder há 16 anos, tem governador Paulo Souto como favorito
SALVADOR. O resultado das urnas na Bahia deve ratificar a força do PFL, partido que centraliza o comando estadual há 16 anos, com a provável reeleição do governador Paulo Souto em primeiro turno. A mais recente pesquisa Ibope, divulgada no início da semana, conferia 48% a Paulo Souto e 31% a Jaques Wagner (PT). Os outros candidatos são Antônio Albino (PSDC), Tereza Serra (Prona), Rosana Vedovato (PSL), com 1%. Antônio Eduardo (PCO) e Hilton Coelho (PSOL) não pontuaram.
O ex-ministro Jaques Wagner se manteve estável, apesar do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve seis vezes na Bahia. O governo federal ajudou liberando verba para a retomada das obras do metrô de Salvador, paralisadas em 2005, e outros investimentos.
Em dois meses de campanha, Souto, que percorreu 120 municípios, rebate as críticas:
¿ São governos de um mesmo partido por 16 anos, mas que se renovaram e tiveram avanços notáveis. Não digo que está tudo às mil maravilhas. Cada governo é um governo que precisa se adaptar às novas necessidades do estado.
Campanha petista priorizou ataques ao adversário
A ala petista diz ter feito a campanha dentro do planejado, percorrendo mais de 100 municípios, com ênfase na capital e na Região Metropolitana nos últimos 15 dias. Para Geraldo Reis, coordenador de comunicação da campanha de Wagner, o escândalo da compra do dossiê contra os tucanos não repercutiu na Bahia. Ele conta que a estratégia se sustentou em três pilares que tinham como foco os ataques ao adversário.
¿ Criticamos as disfunções do modelo de gestão adotado pelo PFL; sugerimos não ser ele o timoneiro do governo e que a Bahia tem dois chefes (uma referência à liderança do senador Antonio Carlos Magalhães) e a panelinha, que constitui essa administração.