Título: O candidato conciliador
Autor: Mariana Timoteo da Costa
Fonte: O Globo, 15/10/2006, O Mundo, p. 43
QUITO. Para Felipe Burbano, da Flacso, bem como para os equatorianos mais moderados mas que querem mudanças no país, León Roldós seria, dos três principais candidatos, o presidente mais conciliador que o Equador poderia ter.
¿ Apesar de sua Aliança Rede Ética e Democracia estar ligada a partidos de caráter duvidoso, ele é um político experiente, que já concorreu duas vezes à Presidência. E o que apresenta propostas que causariam menos insatisfação à sociedade, aumentando suas chances de permanecer quatro anos no poder ¿ diz Burbano.
Advogado, nascido em Guaiaquil em 21 de julho de 1942, Roldós, aos 64 anos, conta ainda com o apoio de Ramiro González, ex-prefeito de Quito e extremamente querido pelos equatorianos. Teve seu primeiro cargo político aos 26 anos, quando foi nomeado secretário municipal de administração e, desde então, passou por vários cargos de confiança.
Roldós largou em primeiro lugar nas pesquisas, mas foi perdendo terreno, segundo analistas, por sua falta de carisma. Por conta de uma paralisia facial sofrida na juventude, tem dificuldades de falar, e suas palavras e forma de agir são bem menos inflamadas do que as de seus dois rivais.
Roldós pretende criar novas leis para dar mais transparência ao Congresso e consultar o povo, por meio de um plebiscito, para saber se o Equador deve ou não assinar acordos comerciais com os EUA que, para sua equipe, serão muito bons para o país.
¿ Veja o que ocorre no Chile, na Colômbia, os países cresceram, a pobreza diminuiu ¿ disse Roldós, referindo-se aos países que comercializam amplamente com os Estados Unidos. (M.T.C.)