Título: AÉREAS JÁ PERDERAM R$72 MILHÕES
Autor: Regina Alvarez e Cristiane Jungblut
Fonte: O Globo, 07/11/2006, Economia, p. 20

Companhias pedem a governo tarifa menor e setor de turismo vai à Justiça

O prejuízo das empresas aéreas com a operação-padrão dos controladores de vôo será cobrado do governo pelo Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), que calcula perdas de R$72 milhões desde o dia 20 de outubro, quando já eram sentidos os problemas no fluxo de aeronaves. O Snea enviou ontem ofício à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pedindo a intervenção do órgão junto às autoridades de governo para minimizar os impactos causados pelos atrasos e cancelamentos de vôos.

O Snea pede, no ofício, entre outras medidas, a redução de 50% nas tarifas aeroportuárias (pouso, decolagem e permanência nos aeroportos) e de 15% no preço do QAV (combustível de aviação), quinzenalmente reajustado pela Petrobras. O último ajuste da estatal reduziu em 3% o preço do combustível, cujo peso é de 35% a 45% nos custos das companhias aéreas do país. O documento do Snea aponta aumento de 30%, até o momento, no consumo de combustível.

A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), por sua vez, vai entrar nos próximos dias com ação judicial contra a União. A Braztoa alega que não pode arcar sozinha com a devolução de dinheiro de pacotes comprados por consumidores que não puderam viajar. ¿Não podemos arcar sozinhos com esse prejuízo, já que os atrasos são causados pela administração dos aeroportos e pelos responsáveis diretos dos controladores de vôos¿, afirmou, em nota, José Zuquim, presidente da Braztoa.

Nos próximos dias, a Braztoa, que reúne 60 operadoras, fará um levantamento do número de pessoas que deixaram de viajar com a operação-padrão dos controladores de vôo.