Título: PMDB: o todo e as partes
Autor: Tereza Cruvinel
Fonte: O Globo, 16/11/2006, O Globo, p. 2

Na semana que vem, a composição do Ministério começa a andar, diz o presidente Lula aos seus. Mas só andará mesmo se forem acertados logo os ponteiros com o PMDB. Neolulista, o deputado baiano Geddel Vieira Lima deseja a coalizão, mas não aprova o alijamento do presidente do partido, Michel Temer.

- Dizer que ele perdeu porque apoiou Alckmin não vale. Se não é para o partido entrar unido e inteiro no governo, não vejo o que o presidente ganha. Então, a conversa tem que ser institucional. Temer ainda é o presidente, nossa convenção será em março. Acredito que, quando o presidente der o "start", vai chamar a executiva, presidida por ele, para fazer a oferta. Não oferta de cargos mas a oferta política do governo compartilhado, nas políticas públicas e nas responsabilidades políticas.

Geddel recorda que Fernando Henrique já não conseguiu fazer um acordo institucional com o PMDB porque o então presidente, Paes de Andrade, recusava-se a conversar. Só uma ala do partido o apoiou, e assim foi com Lula no primeiro mandato.

- Agora, há condições para um novo tipo de entendimento, mas para tem que ser pela via institucional - diz Geddel.

Lula está ouvindo, de gente muito próxima, que pode conversar o quanto quiser com Renan, Geddel