Título: Relaxamento de operação-padrão: 17% de atrasos
Autor: Mônica Tavares
Fonte: O Globo, 18/11/2006, Economia, p. 36
Percentual considera demoras a partir de 15 minutos
BRASÍLIA. O relaxamento da operação-padrão dos controladores de vôo na noite de quarta-feira, mantido nas últimas 48 horas, devolveu a normalidade às pistas dos principais aeroportos. Ontem, segundo a Infraero, até o fim da tarde foram registrados atrasos - considerando represamento superior a 15 minutos - de 17,2% dos 1.208 vôos programados em todo o país. No auge da crise, os atrasos, além de muito longos, atingiram mais de 60% dos vôos escalados pelas empresas.
Se for considerado o novo critério que a estatal anunciou na quinta-feira - por solicitação dos militares -, o quadro é mais favorável. Nesse caso, os atrasos superiores a 30 minutos foram detectados em apenas 102 pousos e decolagens, apenas 8,4% dos programados. Para demoras superiores a 45 minutos, o percentual caiu para 4,3%.
A Infraero havia divulgado que informaria apenas o percentual de atrasos superior a 30 minutos a partir de ontem. Pela manhã, seu primeiro boletim só trouxe dados relativos a retenções superiores a 45 minutos, o que levantou suspeitas de que havia uma tentativa de mascarar algum "engarrafamento".
Pouco antes do meio-dia, porém, a estatal reviu a estratégia de comunicação. Passou a publicar em seu site as parciais de atraso em cortes de 15, 30 e 45 minutos. Os militares alegam que deixar o solo ou pousar até 30 minutos após o horário é um "ajuste" aceitável em qualquer lugar do mundo. Já a administradora aeroportuária acha que o prazo deve ser dilatado.
A tranqüilidade dos aeroportos voltará a ser testada amanhã, segundo controladores. Está previsto o aumento do fluxo de aeronaves para o centro de controle de Brasília, onde faltam profissionais e que está perto da carga horária máxima dos controladores.