Título: Em 2002, tribunal fez ressalva
Autor: Brígido, Carolina e Lima, Maria
Fonte: O Globo, 13/12/2006, O País, p. 5

BRASÍLIA. Há quatro anos, as contas de campanha do presidente Lula foram aprovadas, com ressalva, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na época, foi detectado que a campanha petista recebeu uma doação de R$50 mil da Associação Nacional de Factoring, uma entidade de classe. A Lei Eleitoral proíbe que esse tipo de entidade contribua com campanhas políticas.

¿A falha não compromete a regularidade das contas, uma vez que o valor das doações de origem vedada representa uma parcela infinitesimal do total dos recursos declarados, mais especificamente, 0,2839% dos recursos¿, argumentou à época a ministra Ellen Gracie Northfleet, relatora do caso, em seu voto. Na sessão de 5 de dezembro de 2002, Ellen Gracie votou pela aprovação com ressalva das contas. Os demais ministros concordaram com a alegação da ministra.

Em 1998, a campanha à reeleição do então presidente Fernando Henrique Cardoso teve as contas aprovadas sem ressalvas, mesmo após os técnicos do TSE terem constatado uma dívida de R$85 mil. A pendência foi assumida pelo partido.