Título: BC revisa a taxa de 2007 para 4,1%
Autor: Novo, Aguinaldo
Fonte: O Globo, 29/03/2007, Economia, p. 26

Analistas e agências de risco nos EUA também revêem suas projeções.

BRASÍLIA, RIO e NOVA YORK. Mesmo sem levar em consideração os novos números do Produto Interno Bruto (PIB), o Banco Central (BC) anunciou que espera crescimento mais vigoroso da economia brasileira em 2007: 4,1%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado ontem, e acima dos 3,7% calculados em dezembro passado. Esse cenário se consolidaria com menos inflação: a autoridade monetária revisou para baixo as estimativas do IPCA, de 3,9% para 3,8%, este ano, e de 4,5% para 4,4%, em 2008 (com juros constantes a 12,75% ao ano).

Os analistas também revisam as projeções para o desempenho da economia este ano. A Mellon Global Investments Brasil aposta em 4,2%, acima dos 3,8% projetados antes da revisão do IBGE. Já a Fecomércio-RJ, que esperava crescimento entre 3,5% e 4%, espera agora algo entre 4% e 4,5%.

Para o investidor americano, o novo PIB brasileiro revela uma expansão maior do setor de serviços e aponta para uma economia mais forte.

¿ O índice mostra um importante aumento de produtividade da economia brasileira e é resultado de um longo processo. Certamente não é obra de um só governo. Mas explica melhor a popularidade do presidente Lula ¿ diz Christopher Garman, do Eurásia Group.

As perspectivas para 2007 estão sendo reavaliadas pelas agências de risco e a expectativa é de maior crescimento.

¿ A economia brasileira deve melhorar ainda mais seu desempenho e chegar a um crescimento de 4,3% em 2007. Este aumento se deve, sobretudo, à expansão interna, já que as condições externas estarão mais desfavoráveis este ano ¿ frisa Alfredo Coutino, economista-chefe da Moodys.

SAÚDE TERÁ QUE RECEBER MAIS R$150 MILHÕES, na página 28