Título: De Rato anuncia a sua saída do FMI
Autor: Batista, Henrique Gomes
Fonte: O Globo, 29/06/2007, Economia, p. 30

Faltando dois anos para o fim do mandato, dirigente voltará à Espanha.

WASHINGTON. Ainda faltam dois anos para o espanhol Rodrigo de Rato terminar o seu mandato como diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas, ontem, ele surpreendeu o conselho de direção daquela entidade, ao reunir os seus 24 membros para comunicar que deixará o Fundo logo após a assembléia anual, em outubro.

O fato de, antes disso, ele ter revelado a sua decisão primeiro ao presidente do Partido Popular (PP), da Espanha, Mariano Rajoy, num telefonema, reforçou as suspeitas de que Rato estaria deixando o posto a tempo de concorrer às eleições de março próximo.

Rato, no entanto, disse à direção do FMI que os motivos da renúncia eram estritamente pessoais: ¿Circunstâncias familiares e minhas responsabilidades, particularmente em relação à educação de meus filhos, são a razão para que deixe antes do esperado as minhas responsabilidades no Fundo¿.

Separado de sua esposa, Rato, de 58 anos, ia à Espanha a cada 15 dias para estar com os três filhos. Haveria um motivo adicional para tais viagens: sua namorada, uma jornalista da TV espanhola, não conseguiu emprego nos EUA e decidiu voltar para a Espanha.

Um amigo revelou que Rato pode ir para uma empresa privada. Hoje, no FMI, ele ganha US$38.460 mensais.