Título: Maioria do TRE vota por punição de Garotinho
Autor: Menezes, Maiá
Fonte: O Globo, 10/07/2007, O País, p. 10

SUCESSÃO DE ESCÂNDALOS: Casal é acusado de trocar asfalto por votos na eleição de 2006 para beneficiar Pudim.

No julgamento, ainda inconcluso, cinco dos seis juízes ficaram a favor da inelegibilidade do ex-governador e de Rosinha.

A atuação durante a última campanha eleitoral em um município de 14.367 eleitores, no Centro-Sul Fluminense, botou pedras no caminho dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho rumo a 2008. Acusados de trocar asfaltos por votos em Sapucaia, para beneficiar o aliado político Geraldo Pudim (PMDB), eleito deputado federal em 2006, Garotinho e Rosinha sofreram ontem uma derrota no Tribunal Regional Eleitoral que deverá levá-los à inelegibilidade. Pudim corre o risco de perder o mandato.

Cinco integrantes do plenário do TRE, reunidos para apreciar representação da Procuradoria Regional Eleitoral, acolheram o relatório do juiz Márcio André Mendes Costa que determina a inelegibilidade do casal, a cassação de Pudim e ainda a aplicação de multa de 100 mil Ufirs (R$106 mil) aos três e ao então presidente do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Henrique Ribeiro. O desembargador Rudi Loewenkron (único que não votou) pediu vistas ao processo. Com isso, o plenário voltará a se reunir na quinta, para ouvir o voto e proclamar o resultado do julgamento.

O ex-governador, na época sem cargo no governo da mulher, Rosinha Garotinho, teria, segundo o MP, oferecido a vereadores e ao prefeito do município, Moysés Coutinho (PP), massa asfáltica em troca do apoio à candidatura do aliado. A promessa - cumprida logo em seguida - teria sido feita em uma reunião, em Sapucaia, da qual participaram sete pessoas, em plena campanha eleitoral.

A defesa dos quatro réus sustentou, na votação de ontem, que Garotinho não possuía cargo público e que a governadora não participou da reunião. Além disso, afirmou que os 1.096 votos que Pudim teve em Sapucaia não foram determinantes para sua eleição. O peemedebista foi o segundo deputado mais votado do estado, com 274 mil votos.