Título: Anac reduz movimento de aviões em Congonhas
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Fonte: O Globo, 10/07/2007, Economia, p. 23
BRASÍLIA. Pressionada por Infraero e Aeronáutica, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu ontem reduzir os pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em vez de 48 por hora, capacidade do terminal, serão permitidos entre 6h e 23h apenas 38 para a aviação comercial e até seis para jatos executivos (aviação geral), totalizando 44. Haverá folga para acomodar mais aeronaves caso haja impedimento de tráfego num horário específico. A falta de margem de manobra era uma das principais críticas da FAB em relação a Congonhas, porque gerava efeito cascata quando havia restrição de pouso e decolagem por apenas 15 minutos.
Para isso, explicou o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, as companhias tiveram horários de vôo modificados ao longo do dia. Zuanazzi anunciou outras medidas para evitar atrasos, como o aumento do número de aparelhos de Raio X nos aeroportos, redistribuição de balcões de check-in; mais funcionários de apoio, mais ônibus na pista auxiliar de Congonhas e melhorias no pátio de estacionamento das aeronaves.
Paulo Castello Branco, diretor da TAM, disse que não há prejuízo para as companhias aéreas regulares. Já o vice-presidente Executivo da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), Adalberto Febeliano, criticou a decisão:
- Com essa medida, que foi tomada sem que fôssemos consultados, a aviação geral terá dois movimentos por hora apenas.