Título: Aeroportos com menos atrasos e cancelamentos
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Fonte: O Globo, 28/07/2007, O País, p. 11
Guarulhos foi o que registrou maior número de casos.
BRASÍLIA. Em comparação à confusão que se instalou nos aeroportos logo após o acidente com o Airbus A-320 da TAM em Congonhas, semana passada, a situação ontem esteve tranqüila em todo o país. A média nacional registrada de atrasos por mais de uma hora em decolagens foi de 11%. Foram 164 atrasos em 1.393 vôos agendados. Percentual idêntico foi registrado em relação aos cancelamentos de vôos. Desde a quinta-feira, a tendência é de diminuição da espera dos passageiros e dos cancelamentos de viagens.
O maior percentual de atrasos foi verificado no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, em São Paulo, onde 32 vôos dos 161 programados para ontem saíram fora de hora. Isso representa 20% do total. O recorde de cancelamentos foi do Aeroporto de Congonhas, também na capital paulista, assim como tem ocorrido nos últimos dias. Dos 186 vôos que decolariam de lá, 47, ou 25% do total, não deixaram o solo. Em compensação, dos aviões que deixaram o local, apenas dois (1%) atrasaram por mais de uma hora.
Muitos cancelamentos em Belo Horizonte e Salvador
Os cancelamentos foram muitos também em Belo Horizonte, onde dos 55 vôos programados, 10 (18%) não decolaram e nove (16%) atrasaram. Em Salvador, a situação foi ruim em comparação com o resto do país. Das 67 decolagens programadas, 13 (19%) atrasaram por mais de uma hora e cinco (7%) não aconteceram. O Rio de Janeiro também registrou problemas percentualmente superiores à média nacional. No Aeroporto Tom Jobim, dos 125 vôos agendados, 22 (17%) saíram fora de hora e 15 (12%) foram cancelados.
Na quinta-feira, a tendência de diminuição do caos nos aeroportos já era visível. Dos 1.559 vôos programados para decolar em todo o país, 297 atrasaram por mais de uma hora e 200 foram cancelados. Os números correspondiam a 19% e 12% do total, respectivamente. Nos dias seguintes à tragédia, a média de atrasos registrada foi de um terço por dia. A melhora da situação pode ser creditada à decisão do governo de proibir a venda de passagens com origem no aeroporto de Congonhas, palco do acidente.