Título: Lula: 'Vamos fazer deste país um canteiro de obra'
Autor: Franco, Ilimar
Fonte: O Globo, 07/08/2007, O País, p. 4

Presidente anuncia no rádio, mais uma vez, investimentos do PAC em infra-estrutura.

BRASÍLIA. Em seu programa semanal de rádio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que desde domingo está no México - fez ontem novas promessas de investimentos em infra-estrutura e disse que vai transformar o país num "canteiro de obra". Lula disse que o governo prepara o anúncio de investimentos na malha de transportes. Trata-se, na verdade, dos mesmos R$504 bilhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que o presidente tem anunciado praticamente toda semana.

- O dado concreto é que nós vamos fazer deste país um verdadeiro canteiro de obra em se tratando de infra-estrutura - disse ele, no programa gravado antes da viagem.

Lula ressaltou que algumas das obras estão em andamento e outras devem começar de imediato. Também está prevista a inclusão de obras que necessitam de licenciamento. Ele não especificou o valor dos recursos para a área de transportes nem onde serão aplicados - falou genericamente em rodovias, ferrovias, gasodutos e aeroportos.

Lula reafirmou que a liberação de recursos do PAC para obras de saneamento e habitação - convênios que tem assinado com governadores e prefeitos nos últimos meses - obedece a critérios exclusivamente técnicos. Segundo o presidente, R$106 bilhões serão destinados ao setor de habitação e outros R$40 bilhões em saneamento.

- Eu não quero saber se o prefeito é do PFL (Democratas), do PT, do PMDB, do PSDB, do PTB, do PT, do PCdoB. Quero saber se naquela cidade tem as condições técnicas que permite que este dinheiro seja aplicado e se tem o processo de necessidade da população - disse.

Lula repetiu discurso de sexta-feira, quando assinou convênios com 13 estados:

- Para fazer saneamento básico, tem que cavar um buraco, enfiar o tubo e tapar o buraco. É uma obra que você não pode colocar uma placa, você não pode colocar o nome de um parente (...) e isso, na cabeça de muitos políticos, não dá voto.

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