Título: Cabral parte para o ataque na Baixada
Autor: Bruno, Cássio
Fonte: O Globo, 23/09/2008, O País, p. 4

Lindberg e Zito, que lideram em Nova Iguaçu e Caxias, são os alvos

Faltando menos de duas semanas para as eleições, em 5 de outubro, o governador Sérgio Cabral (PMDB) resolveu acirrar os ataques aos adversários que ameaçam candidatos do seu partido. No último fim de semana, em campanha nas ruas com aliados, Cabral fez sucessivas acusações a opositores, principalmente em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Nessas duas cidade, o prefeito de Caxias, Washington Reis (PMDB), e o deputado federal Nelson Bornier (PMDB), em Nova Iguaçu, aparecem na vice-liderança, segundo as pesquisas do Ibope divulgadas ontem.

Em Caxias, o alvo de Cabral é José Camilo Zito dos Santos (PSDB), que lidera a disputa. O governador chamou o ex-prefeito de "mentiroso", "truculento" e "metido a valentão". Cabral declarou também que o parlamentar "poderia utilizar na campanha o número 171".

Zito ontem respondeu a Cabral:

- É vergonhoso para um governador se passar por isso. Todos esses adjetivos podem ser referidos a ele mesmo. É lamentável um comportamento assim. O Cabral poderia ter uma postura de governador e não de um garoto-propaganda mal educado.

O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), também sofreu críticas de Cabral. O governador, que participou da campanha de Bornier no fim de semana, disse que o petista transformou o Hospital da Posse num "verdadeiro açougue". Sobrou até para o candidato e deputado federal Sandro Mattos (PR), adversário do deputado estadual Marcelo Simão (PHS) em São João de Meriti. Cabral o classificou como gazeteiro.

- Eu estranhei o desespero dele. O governador não diz isso contra os candidatos que disputam as eleições no Rio. Ele não fala isso na Zona Sul. É um desrespeito, principalmente, com a população da Baixada. Ele baixou o nível - disparou Lindberg.

O deputado estadual e líder do governo na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo (PMDB), defendeu Cabral:

- Além de governador, Cabral é um militante e um dos líderes do PMDB. Ele tem autoridade para dizer quem presta ou não. Ele é responsável e sabe o que diz. (Cássio Bruno)