Título: Lula: A melhor defesa é o ataque
Autor: Doca, Geralda; Damé, Luiza
Fonte: O Globo, 24/10/2008, Economia, p. 29
Presidente defende ação e critica oposição.
BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu a uma metáfora futebolística para definir a estratégia do governo no enfrentamento da crise financeira mundial. Segundo ele, para defender o país dos efeitos da falta de crédito internacional, a melhor arma é o ataque. Nesse sentido, Lula disse que serão adotadas quantas medidas forem necessárias, mas sem dar dinheiro às empresas em dificuldades.
Lula também criticou a oposição que, segundo ele, torce para que a crise afete o país. O presidente reclamou dos bancos que, apesar de obterem benefícios do governo, como a redução do compulsório, ainda dificultam acesso ao crédito.
- Não há nenhuma razão para que o bancos parem abruptamente qualquer política de financiamento. Nenhuma. Da parte do governo estamos liberando o compulsório para facilitar a vida dos bancos para que eles façam os empréstimos necessários e os financiamentos. Acho que as empresas do comércio varejista têm de continuar vendendo porque aprendi que a melhor defesa é o ataque. Neste momento o Brasil tem de ir para o ataque e fazer as coisas acontecerem - disse ele, que se encontrou ontem no Itamaraty com o rei Abdullah, da Jordânia, para assinar acordos bilaterais.
- No caso do Brasil, vamos continuar trabalhando com a tranqüilidade com a qual estamos trabalhando. Eu tanto digo para os trabalhadores continuarem comprando as coisas que têm de comprar, como digo para os empresários continuarem investindo nos projetos que tinham decidido investir.
O presidente negou que o governo dará dinheiro a empresas que enfrentam dificuldades financeiras:
- Nós não estamos dando dinheiro para qualquer empresa e qualquer banco. E não vamos dar dinheiro. É importante saber que quem errou pagará pelo seu erro.