Título: Apex mira Índia, Rússia, China e EUA
Autor: Oliveira, Eliane
Fonte: O Globo, 27/10/2008, Economia, p. 35
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, afirma não estar preocupado com o desaquecimento do comércio mundial. Em sua opinião, a economia americana resistirá mais à crise financeira internacional do que a européia - esta sim, enfatizou, entrará em recessão.
Por essa razão, a União Européia (UE) não faz parte de uma lista de 23 mercados tidos como prioritários pela agência. A Índia, a Rússia e a China são destaques no campo de atuação, assim como o fortalecimento das relações comerciais com os Estados Unidos.
América Latina, África, Ásia, Oriente Médio, Canadá e os países nórdicos, especialmente a Noruega, tida como porta de entrada para a região, são contemplados no esforço de atuação da Apex:
- Os EUA são importantíssimos, mas não são os únicos.
Quanto à Europa, um fator desestimulante é o recrudescimento do protecionismo. Barreiras técnicas e fitossanitárias, forte burocracia nas importações e imposição de cotas vão dificultar ainda mais o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.
- É claro que temos projetos interessantes na Europa, mas não se pode dizer que se trata de um mercado prioritário para nós por esses motivos - afirmou.
Entre as armas que o Brasil deve usar para competir com outros parceiros internacionais, Teixeira citou investimentos em inovação e tecnologia.
A escolha desses mercados como prioridades leva em conta a meta do governo brasileiro de aumentar a participação brasileira nas exportações globais para 1,25% do total em 2010. Isso significa elevar as vendas externas anuais a cerca de US$210 bilhões. (Eliane Oliveira)