Título: Inflação britânica dá sinais de desaceleração
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Fonte: O Globo, 19/11/2008, Tema do Dia, p. A6
A inflação anual ao consumidor britânico desacelerou em outubro, em um ritmo mais acelerado desde que a série começou a ser apurada. Graças à forte redução dos preços do petróleo, segundo mostraram os dados divulgados ontem, no período de um ano, esta é a primeira vez que ocorre uma queda no índice.
De acordo com a agência nacional de estatísticas, o índice anual de preços ao consumidor caiu para 4,5% em outubro ante 5,2% em setembro, atingindo assim o menor patamar desde julho.
A desaceleração mais acentuada do que o esperado acabou validando a decisão do Banco da Inglaterra em cortar a taxa básica de juro em 150 pontos-base este mês ¿ o maior corte já promovido pelo banco central britânico desde que a instituição obteve sua independência, em 1997. Analistas esperavam que o índice de preços recuasse para 4%.
Bolsas se recuperam
As principais Bolsas da Europa fecharam em alta ontem, depois de passar quase todo o dia com perdas devido aos temores de uma recessão global. A virada ocorreu após a surpreendente abertura com ganhos nas Bolsas americanas. O bom humor dos investidores nas bolsas foi o estopim para que os investidores fossem às compras mesmo com a divulgação de dados macroeconômicos ruins.
A Bolsa de Londres fechou em alta de 1,85%, ficando com 4.208,55 pontos; a Bolsa de Paris subiu 1,11% no índice CAC 40, fechando com 3.217,40 pontos; a Bolsa de Frankfurt ganhou 0,49% no índice DAX, para 4.579,47 pontos; a Bolsa de Milão subiu 0,24% no índice MIBTel, ficando com 15.728 pontos; a Bolsa de Zurique teve alta de 0,52%, encerrando o dia com 5.675,58 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Amsterdã teve ganho de 1,74% no índice AEX General, indo para 250,62 pontos.
Depois de amargarem perdas anteontem e em boa parte dos pregões ontem, as Bolsas européias se recuperaram com os investidores em busca de `pechinchas¿, o que garantiu o fechamento do mercado no azul. Em Wall Street ocorreu o mesmo, dando subsídio para que o mercado europeu saísse às compras. Todo esse movimento ocorreu a despeito da série de más notícias que empurram cada vez mais a economia global para a recessão.
Zona do euro
Na semana passada, a zona do euro entrou em recessão: o Produto Interno Bruto (PIB) da região teve uma contração de 0,2% no terceiro trimestre do ano; no segundo trimestre, a economia já havia registrado contração de 0,2%, segundo dados da Eurostat (a agência européia de estatísticas). Itália e Alemanha já estão tecnicamente em recessão, e o governo britânico também espera resultados negativos do PIB referentes ao terceiro e quarto trimestres.