Título: Banco suiço pode cortar 4.500 vagas
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Fonte: O Globo, 08/12/2008, Economia, p. 18
Há demissões esperadas na InBev. Crise afeta emprego de mulheres, diz Cepal.
ZURIQUE, LONDRES e SANTIAGO. O UBS, o maior gestor de riquezas do mundo em termos de ativos, pode cortar até 4.500 empregos nas próximas semanas, informaram ontem dois jornais suíços, sem indicar as fontes. Uma porta-voz da empresa, contudo, não confirma os novos cortes anunciados em jornais locais. A instituição, fortemente atingida pela crise financeira global, já eliminou 9.000 empregos, reduzindo seu quadro de funcionários em 11% desde junho de 2007.
Há mais especulações sobre demissões na Europa. A imprensa britânica informou ontem que a cervejaria Anheuser-Busch InBev deve demitir centenas de pessoas no Reino Unido, de acordo com e-mail entre o presidente da companhia, Stuart McFarlane, a um diretor de produção, Tony Monteiro, em que são listadas áreas onde pode haver cortes de pessoal. A empresa não foi encontrada para comentar as notícias.
De acordo com a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), a crise global pode aumentar a pobreza e o desemprego feminino na América Latina e no Caribe. Osvaldo Kacef, da área de Desenvolvimento da Cepal, disse que, entre 2003 e 2008, há 190 milhões de pobres, dos quais 70 milhões são indigentes.
Segundo a instituição, a crise impactará na pobreza e na indigência e o menor crescimento econômico se traduzirá em menos empregos, afetando mais fortemente os mais pobres.
Segundo Kacef, os efeitos da crise serão sentidos na região por conta de, por exemplo, diminuição das exportações, redução de remessas, aumento do custo de crédito externo e menor possibilidade de financiamento internacional.
Para Kacef, alguns setores com grande participação feminina podem ser afetadas pela crise ¿ como comércio formal, serviços financeiros, indústria manufatureira, turismo, restaurantes e emprego doméstico.