Título: Caixa se antecipa à decisão do Copom
Autor: Frisch, Felipe
Fonte: O Globo, 30/04/2009, Economia, p. 24
BB, Itaú Unibanco e HSBC também reduzem juros.
BRASÍLIA e SÃO PAULO. Antes mesmo de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Taxa Selic, a Caixa Econômica Federal já vinha discutindo há cerca de uma semana corte dos juros em seus financiamentos e anunciou ontem uma redução em 26 linhas. O mesmo fez o Banco do Brasil (BB), cuja cúpula acabou de ser trocada para garantir alinhamento com a política federal de diminuição de juros e spreads (diferença entre custo de captação e o cobrado do cliente). Nos bancos privados, anunciaram reduções ontem mesmo Itaú-Unibanco e HSBC.
Segundo o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, a maior redução foi nos empréstimos com desconto em folha, de até 31% em vários convênios. No crédito pessoal, a taxa máxima recuou de 4,46% para 4,31% ao mês, e no cheque especial, de 6,83% para 6,79%.
Também houve redução nas linhas para empresas.
Para médias e grandes, o corte foi de até 5,5% na taxa mensal de crédito especial, e para pequenas, chegou a 6%. Segundo a Caixa, isso representa uma economia de R$ 1.700 em uma operação de R$ 100 mil, no prazo de 24 meses.
No BB, a taxa do cheque especial, que variava entre 1,34% e 7,85%, passou a de 1,33% a 7,77% ao mês. Para micro e pequenas empresas, a taxa mínima passou de 2,14% ao mês para 2,11%. O BB não divulgou o total de linhas em que reduziu juros, dando apenas esses exemplos. A nova tabela entra em vigor segunda-feira.
O Itaú-Unibanco informou que a partir de 5 de maio as taxas serão reduzidas em 0,08 ponto percentual. A máxima do cheque especial cairá de 8,75% para 8,67% ao mês, e a do crédito pessoal, de 6,89% para 6,81% mensais. Para empresas, a taxa do Giropré recuou de 6,89% para 6,81% ao mês.
Já o HSBC foi mais tímido: de 9,35% para 9,34% na taxa máxima do cheque especial, e de 7,50% para 7,43% no crédito pessoal. A linha de capital de giro para empresas passou de 2,78% para 2,71%, e o desconto de duplicatas, de 2,34% para 2,30%. As taxas entram em vigor hoje.