Título: Governo leva proposta de reajuste a centrais
Autor: Jungblut, Cristiane
Fonte: O Globo, 12/08/2009, O País, p. 10

Planalto acena com 7% para aposentadorias acima do mínimo, para rever fator previdenciário

BRASÍLIA. O governo se reúne hoje com representantes das centrais sindicais para fechar um minipacote previdenciário, que inclua um reajuste real para aposentadorias com valores acima do salário mínimo e uma alternativa ao fator previdenciário como mecanismo de cálculo das aposentadorias. O presidente Lula se encontrou ontem com sua equipe para analisar o assunto.

Segundo interlocutores, o limite do governo nas negociações será um reajuste de 6% a 7% para benefícios acima do piso previdenciário ¿ o que daria um ganho real entre 2% e 3%.

Mas a equipe econômica defende que as negociações comecem por um patamar menor.

Hoje, antes da reunião com os representantes dos trabalhadores, o governo acerta a estratégia com o relator do projeto sobre o fator previdenciário, deputado Pepe Vargas (PT-RS), e com os líderes do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), e no Congresso, Ideli Salvati (PT-SC). Os aliados foram chamados ao Planalto para um encontro prévio.

Lula discutiu o assunto ontem com os ministros José Pimentel (Previdência), Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) e Guido Mantega (Fazenda).

O governo deverá concentrar a discussão num índice e deixar para o futuro a adoção de uma regra progressiva de reajuste desses benefícios.

Segundo integrantes do governo, os técnicos fizeram várias simulações, com diferentes percentuais de reajuste, desde um ganho real de 1%. O problema é que cada ponto percentual acima da inflação significa um gasto adicional de R$ 1,2 bilhão.

¿ A ideia é promover um acordo em relação ao reajuste e ao fator previdenciário. Mas defendo que se crie para o futuro um índice do custo de vida do idoso ¿ disse o deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que acaba com o fator previdenciário.