Título: Presentes, só senadores e dois funcionários
Autor: Camarotti, Gerson e Gois, Chico de
Fonte: O Globo, 11/09/2007, O País, p. 3
BRASÍLIA. O vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), comandará o julgamento de Renan Calheiros, amanhã, a partir das 11h. Ele confirmou que a sessão será secreta. Só dois funcionários, além dos 81 senadores, serão autorizados a acompanhar a sessão: a secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, e uma assessora dela. Não será permitida a participação de deputados.
No início, será permitido a um representante do PSOL - advogado ou o único senador do partido, José Nery (PA) - fazer a defesa da cassação de Renan, por 30 minutos. Em seguida, o advogado do presidente do Senado, ou ele próprio, poderá apresentar a defesa por período semelhante. Se forem os advogados, os dois deverão se retirar do plenário assim que se iniciar o debate. Cada senador terá direito de se pronunciar por, no máximo, dez minutos. Isso vale, inclusive, para os relatores, Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima (PMDB-SE).
Renan será o único que poderá se manifestar mais de uma vez - citado, poderá pedir a palavra. E, ao fim da discussão, poderá invocar o artigo 14 do Regimento Interno, que lhe permite uma última defesa. A expectativa é de que a sessão secreta dure pelo menos quatro horas. O plenário só será aberto depois de computados os votos, para anunciar o resultado.
Por enquanto, nenhuma providência foi cogitada para evitar a entrada em plenário de celulares ou gravadores. Cristovam Buarque (PDT-DF), que protestou contra a sessão secreta, levantou a hipótese de a sessão ser transmitida por celular:
- Não dá mais para ter nada escondido, gente! Não vai faltar celular, aqui, transmitindo.