Título: Fiesp: é, sim, possível governar sem CPMF
Autor: Camarotti, Gerson
Fonte: O Globo, 21/09/2007, O País, p. 5
Nomes de deputados que votaram pela prorrogação são expostos.
SÃO PAULO. As entidades do empresariado paulista que montaram um movimento contra a prorrogação da CPMF subiram o tom contra o presidente Lula e os parlamentares favoráveis à prorrogação do "imposto do cheque". De acordo com as organizações, encabeçadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente Lula não disse a verdade ao afirmar que nenhum governo poderia abrir mão da CPMF e manobrou a votação com cargos de segundo escalão e revogações de medidas provisórias.
- O presidente teve quatro anos para fazer a reforma tributária e já sabia que o prazo da CPMF se expiraria em dezembro próximo. Então, não há argumento para recriar um imposto neste momento - disse o chefe de relações institucionais e governamentais da Fiesp, Sérgio Barbour.
Um dos argumentos das organizações é um estudo da Fiesp que compara os projetos orçamentários do governo federal com as respectivas execuções. No próximo ano, haveria uma folga de R$53 bilhões no Orçamento proposto pelo governo. Por isso, ainda segundo a Fiesp, a arrecadação da CPMF, estimada em R$39 bilhões para 2008, poderia ser extinta.
Os deputados que votaram a favor da prorrogação da CPMF até 2011 estão com os nomes estampados no painel da Paulista:
- Agora estamos exibindo as posições concretas dos parlamentares, para que seus eleitores possam abraçá-los ou abandoná-los. Porque a CPMF não tira dinheiro dos empresários, mas sim do consumidor como um todo, ou seja, de toda a população - disse Barbour.