Título: Mudou de tom
Autor: Doca, Geralda
Fonte: O Globo, 26/10/2007, O País, p. 8

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA: "O AI-5 dos trabalhadores é a CLT. Getúlio Vargas era o pai dos pobres e mãe dos ricos" (No fim dos anos 70).

LULA: "O imposto sindical acomodou muito o sindicalismo no Brasil. A verdadeira fonte de recursos do sindicato deve ser a categoria" (Nos anos 80).

LULA: "A CLT está para ser reformulada há muito tempo, e quase nada foi feito. Há reivindicações muito antigas do movimento sindical e, entra ministro, sai ministro, nada é mudado" (nos anos 80, como sindicalista).

ARLINDO CHINAGLIA: "Temos que acabar com os sindicatos de carimbo, que vivem do imposto sindical" (deputado do PT, em novembro de 2002, e hoje presidente da Câmara dos Deputados.

JOÃO FELÍCIO: "Os sindicatos precisam sobreviver com a contribuição espontânea do associado. Têm de encontrar formas criativas que permitam a sua sobrevivência financeira" (fundador do PT e então presidente da CUT, em novembro de 2002).

RICARDO BERZOINI: "Estamos saindo de uma realidade do varguismo, da visão da cultura corporativista, para um ambiente onde pretendemos, no médio prazo, alcançar liberdade e autonomia sindical plenas" (então ministro do Trabalho de Lula, em 2003; hoje é presidente do PT).

BERZOINI: "O fim do imposto sindical é um dos pontos mais importante desse projeto (de reforma trabalhista). Ele vai desestimular a criação de falsos sindicatos. Quando se estabelece a livre concorrência entre sindicatos para representar trabalhadores, também se estimula a eficiência, a prestação de contas, o diálogo entre a entidade e o representado" (então ministro do Trabalho, em 2003).