Título: CMN: nova regra para fundos de pensão
Autor: Almeida, Cássia
Fonte: O Globo, 26/10/2007, Economia, p. 26

Aumenta aplicação em renda variável para estados e municípios.

BRASÍLIA. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem resolução que permite aos fundos de previdência de estados e municípios ampliarem de 20% para 30% a participação de investimentos em renda variável nas suas carteiras. Esse percentual pode ser distribuído entre fundos de ações e multimercados. Esses fundos têm hoje carteira de R$27,5 bilhões. Ao todo, 23 estados e 1.064 municípios têm regime próprio de previdência.

Segundo o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, a medida é positiva pois permitirá investimentos de maior rentabilidade, engordando o caixa de estados e municípios para o pagamento de benefícios:

- Neste momento em que há queda na rentabilidade em renda fixa (atrelada aos juros), se você quer que os regimes próprios tenham rentabilidade compatível com as regras atuariais, é preciso ampliar a composição de elementos de renda variável. Aumenta o grau de risco, mas são limites aceitáveis.

Entre as medidas adotadas para dar mais segurança às aplicações está a exigência de que os fundos apresentem políticas de investimento a governo e segurados, o que era facultativo. Além disso, os papéis de renda variável devem estar registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), o que lhes garante maior liquidez. (Martha Beck)