Título: Bioetanol tem dois projetos paralelos
Autor:
Fonte: O Globo, 27/10/2007, Economia, p. 37

Petrobras e ministério pesquisam o combustível de forma separada Petrobras e ministério pesquisam o combustível de forma separada.

Além da Petrobras, uma rede de mais de cem cientistas no Brasil estuda a produção de etanol com bagaço de cana e outros resíduos agrícolas, como os da madeira. O projeto tem exatamente o mesmo nome do desenvolvido pela companhia petrolífera: bioetanol, e também é custeado com dinheiro público. A verba vem do Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas as pesquisas não se cruzam: andam em paralelo.

A professora Elba Bon, coordenadora do Laboratório de Tecnologia Enzimática do Instituto de Química/UFRJ e coordenadora científica da Rede de Bioetanol da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, diz que o principal agora é produzir em escala, no Brasil, as enzimas que permitem separar as moléculas de açúcar desses resíduos agrícolas:

- Outros países, como a Dinamarca, já produzem essas enzimas em escala industrial. E vendem caro.

Se a enzima for importada para tirar o etanol do bagaço da cana, o custo do litro do álcool é de US$2. Pelo método de extrair o álcool diretamente da cana, o custo é de US$0,20.

A Petrobras assinou acordo com a multinacional Novozymes para usar as enzimas dela nas pesquisas. Mas, segundo a companhia, não há contrato para uso comercial. E as enzimas brasileiras também estão sendo usadas nas pesquisas, dizem os técnicos da Cenpes.

- O momento é de conciliação e de produzir as enzimas em escala no Brasil, para não ficar dependente da oferta externa - diz Elba.

Para a professora, a união das pesquisas é fundamental, já que energia é questão estratégica. E o Brasil tem a vantagem da matéria-prima:

- O bagaço é muito melhor para ser usado. (C.A.)

Além da Petrobras, uma rede de mais de cem cientistas no Brasil estuda a produção de etanol com bagaço de cana e outros resíduos agrícolas, como os da madeira. O projeto tem exatamente o mesmo nome do desenvolvido pela companhia petrolífera: bioetanol, e também é custeado com dinheiro público. A verba vem do Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas as pesquisas não se cruzam: andam em paralelo.

A professora Elba Bon, coordenadora do Laboratório de Tecnologia Enzimática do Instituto de Química/UFRJ e coordenadora científica da Rede de Bioetanol da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, diz que o principal agora é produzir em escala, no Brasil, as enzimas que permitem separar as moléculas de açúcar desses resíduos agrícolas:

- Outros países, como a Dinamarca, já produzem essas enzimas em escala industrial. E vendem caro.

Se a enzima for importada para tirar o etanol do bagaço da cana, o custo do litro do álcool é de US$2. Pelo método de extrair o álcool diretamente da cana, o custo é de US$0,20.

A Petrobras assinou acordo com a multinacional Novozymes para usar as enzimas dela nas pesquisas. Mas, segundo a companhia, não há contrato para uso comercial. E as enzimas brasileiras também estão sendo usadas nas pesquisas, dizem os técnicos da Cenpes.

- O momento é de conciliação e de produzir as enzimas em escala no Brasil, para não ficar dependente da oferta externa - diz Elba.

Para a professora, a união das pesquisas é fundamental, já que energia é questão estratégica. E o Brasil tem a vantagem da matéria-prima:

- O bagaço é muito melhor para ser usado. (C.A.)