Título: Aviões brasileiros na operação
Autor:
Fonte: O Globo, 03/03/2008, O Mundo, p. 24
BOGOTÁ. O avião brasileiro Supertucano foi peça-chave na missão lançada no sábado contra os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), segundo informações divulgadas ontem pelo Exército colombiano. As aeronaves, fabricadas pela Embraer e usadas na Operação Fênix, foram adquiridas pela Força Aérea Colombiana (FAC) em 2005 por US$234 milhões.
Os aviões carregaram e lançaram as bombas de fragmentação que foram usadas para atacar os rebeldes nas selvas da fronteira sul com o Equador, desencadeando dois bombardeios: um em território colombiano e outro no país vizinho, de acordo com o Ministério da Defesa colombiano.
O Supertucano é um turboélice de combate tático de última geração. A aeronave pode aterrissar em pistas de até 500 metros, alcançar uma altura de 35 mil pés (cerca de 10.670 metros) e voar a 550 km/h. Sua capacidade de carga é de 1.500 quilos de armamentos, e ele usa armamentos assistidos por computadores e sensores.
Além de poder carregar e lançar bombas e mísseis ar-ar e ar-superfície com precisão, o Supertucano está equipado com duas metralhadoras .50 (cada uma com 200 tiros) nas asas e pode ser configurado com armamentos adicionais, como canhões de 20 milímetros. Segundo descrição da aeronave no site da Embraer, o Supertucano "pode operar em ambientes hostis a partir de pistas em condições precárias, tanto de dia como de noite".
Em 2005, a Força Aérea da Colômbia negociou com a Embraer um total de 25 aviões, os primeiros dos quais começaram a ser entregues no ano passado. A aeronave é utilizada pelo Brasil e opera no Serviço de Vigilância da Amazônia (Sivam). Em 2006, os Estados Unidos vetaram a venda de aviões Supertucano da Embraer para a Venezuela, sob a alegação de que o modelo contém tecnologia desenvolvida nos EUA.