Título: Dilma diz que eleições municipais não influenciarão sucessão de Lula
Autor: Bruno, Cássio
Fonte: O Globo, 17/03/2008, O País, p. 5

Segundo a ministra, o presidente terá postura distante e respeitosa.

¿ PORTO ALEGRE. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) considera que as eleições municipais deste ano não influenciarão a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010. Dilma participou ontem das previas do PT em Porto Alegre e deu apoio explícito ao ex-ministro da Reforma Agrária Miguel Rossetto, que disputava a indicação com a deputada federal Maria do Rosário, Até as 21h, com 40% das urnas apuradas, Rossetto liderava a apuração, com 979 votos, contra 740 para Maria do Rosário. Votaram 4.326 petistas. Para a ministra, o presidente Lula deverá ter uma postura ¿distante e respeitosa" das eleições municipais: - Até onde percebo, ele não terá uma participação direta, de fazer campanha. Vai apoiar de forma genérica os candidatos do seu partido e da base do governo. Mas manterá uma atitude distante e respeitosa da eleição - disse. Segundo a chefe da Casa Civil, as eleições municipais serão importante para o PT, mas não decisivas para a sucessão do presidente Lula: - A eleição de 2010 de uma seqüência. Mas, necessariamente, um episódio não deságua diretamente no outro e cada um tem sua autonomia. Esta eleição tem um aspecto nacional, mas tem que estar muito centrada e focada nas questões locais de cada cidade. Seus problemas de tráfego, habitação e saneamento. Se alguém quiser buscar, há sempre um vínculo nacional. Mas as eleições municipais são sempre isso: eleições municipais ¿ reforçou. Ela negou que vá ter participação direta na campanha eleitoral, alegando dificuldades de agenda para se envolver na disputa municipal. A chefe a Casa Civil esteve presente às 7h no café da manhã do qual os candidatos da prévia participaram, na sede municipal do partido. Posou para as fotos com militantes e, na hora da foto oficial dos candidatos com os dirigentes petistas, fez questão de ficar ao lado de Rossetto. Participaram ainda o ministro da Reforma Agrária, Guilherme Cassel, e o ex-ministro das Cidades Olívio Dutra. O ministro da Justiça, tarso Genro, também apoiador de Rossetto, votou, mas não esteve na sede do PT.