Título: Região Norte apresenta desempenho distante dos índices de Sul e Sudeste
Autor: Almeida, Cássia
Fonte: O Globo, 29/03/2008, Economia, p. 43

Com indicadores sociais complexos, área tem pior resultado em educação

BELÉM. Os nove estados da Região Norte ainda terão muito caminho pela frente para se igualarem aos índices das regiões mais abastadas do país, Sul e Sudeste. É que os problemas da região, segundo a secretária de Educação do Pará, Iracy Gallo, são muitos, o que acaba inviabilizando uma educação de qualidade na região.

- Só superaremos os índices alarmantes se houver um pacto pela educação, envolvendo pais, alunos, educadores e sociedade - avalia Iracy, revelando que a construção de um Fórum de Secretários de Educação, com a participação de todos os 143 municípios do Pará, representa um passo importante na direção de um ensino de qualidade.

A Pnad 2006 mostrou que o maior incremento na taxa de escolarização foi observado para as crianças em idade de cursar o pré-escolar (de 4 a 6 anos), que saltou de 70,5%, em 2004, para 76%, em 2006. Considerando a faixa de 7 a 14 anos, a taxa de escolarização ultrapassou 95% em todas as regiões.

Acre, na "lanterninha" dos indicadores de freqüência

A taxa de freqüência no Acre é a menor do país (65,1%). A do Rio de Janeiro, maior do Brasil, foi de 80,3%. No ensino fundamental, o Acre também liderou os piores desempenhos, ante percentuais de outros estados considerados exemplares: Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal. A região Norte foi responsável pelos piores indicadores de acesso à creche, 8%, enquanto no Sudeste foi de 19,2%.

- Apesar de o Norte ter apresentado os piores resultado, não podemos esquecer que a região apresenta indicadores sócio-demográficos complexos - comentou Maria Lúcia Vieira, responsável pelos dados da Pnad.

A mesma desigualdade se repete quanto o tema é o indicador de acesso ao ensino médio. A taxa de freqüência no Norte foi de 79,1% em 2006, enquanto no Sudeste esse resultado foi de 85,2%.