Título: O 1º bilionário do etanol
Autor: D"Ercole, Ronaldo; Ordoñez, Ramona
Fonte: O Globo, 25/04/2008, Economia, p. 23
Executivo passou pelo mercado financeiro antes de assumir a Cosan
SÃO PAULO. Em Piracicaba, interior paulista, o sobrenome Ometto é quase um sinônimo de usineiro. Rubens Ometto Silveira Mello, ou simplesmente Binho, como é conhecido pelos amigos, é um dos representantes da terceira geração dos Ometto, pioneiros na produção de açúcar e álcool no estado. Ao contrário do que se possa imaginar, ele não começou a trabalhar nas empresas da família. Aos 16 anos, iniciou um negócio próprio: comprava letras de câmbio em São Paulo e as revendia a empresários em Piracicaba.
Após a breve passagem pelo mercado financeiro, fez estágio e foi assessor de diretoria do Unibanco. E, ao completar 24 anos, foi chamado por Antonio Ermírio de Moraes para dirigir as finanças da Votorantim. Em 1980 assumiu a vice-presidência da Pedro Ometto S/A Participações e Administração e, posteriormente, passou a diretor-geral das Usinas Costa Pinto e Santa Bárbara. Após brigas com o tio, Pedro Ometto, e disputas familiares, Binho assumiu de vez o comando das empresas e começou a comprar as concorrentes. Os gastos, as brigas na família e as crises no mercado acabaram endividando a Cosan, que passou por dificuldades.
¿ Ele é determinado, obstinado nas coisas importantes ¿ diz o amigo Maurilio Biagi Filho.
Hoje, com 55 anos, esse engenheiro de Produção, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, é o oitavo homem mais rico do país, segundo a revista americana ¿Forbes¿. Com uma fortuna estimada em US$2 bilhões, Ometto acaba de ganhar o título de ¿primeiro bilionário do etanol¿.