Título: Álcool sobe mais de 6% nas bombas
Autor: Damé, Luiza; Tavares, Mônica
Fonte: O Globo, 06/05/2008, Economia, p. 20
No Rio, segundo sindicato dos postos, repasse foi de 5% para o varejista
Com o reajuste de cerca de 5% do preço do álcool vendido pelas usinas, o combustível já está mais caro nas bombas do Rio. No posto Carvalho Gomes, de bandeira Texaco, em São Gonçalo, o litro do álcool passou de R$1,599 para R$1,699: alta de 6,25%. No posto Excede, da Shell, na Lagoa, o preço aumentou 5,8%, de R$1,699 para R$1,799. Já no Iate, posto de mesma bandeira, a alta teve proporção idêntica, e o litro do combustível já custa R$1,798.
Segundo Alísio Vaz, presidente do sindicato das distribuidoras de combustíveis, o aumento das usinas deve ser repassado aos postos:
- O álcool sofreu elevação na usina, por causa das chuvas que atrasaram a colheita. É natural que a alta chegue às distribuidoras. Não pode ser confundido com movimento especulativo.
O presidente do Sindicato dos Postos do Município do Rio de Janeiro, Manuel Fonseca, afirmou que o álcool chegou mais caro ao varejista, cerca de 5%.
Apesar dos recentes aumentos do álcool e do diesel, o preço da gasolina está comportado nas bombas. O bancário Willer Veiga, que gasta R$240 por mês com combustível, diz que está atento aos preços:
- O consumidor tem que fiscalizar mesmo. Se houve corte de imposto, não tem por que a gasolina ficar mais cara.
Manuel Fonseca afirma que os varejistas não estão reajustando o preço da gasolina, já que o produto tem chegado aos postos com o mesmo valor:
- Por enquanto, a gasolina, mesmo com o álcool mais caro, não aumentou. E não tem motivo para isso. Não é o momento de recompor margem.
Já com o diesel, a negociação é outra. Ele estima alta aproximada de 9% nas bombas.
(*) Do Extra