Título: IPC-Fipe de SP tem alta menor por alimentos
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Fonte: O Globo, 12/07/2008, Economia, p. 30

Indicador fica abaixo das expectativas médias dos analistas

SÃO PAULO. A inflação ao consumidor em São Paulo também desacelerou no início de julho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos, registou alta de 0,77% na primeira quadrissemana do mês, depois de ter avançado 0,96% em junho.

Os custos do grupo Alimentação avançaram 2,34% nesta primeira leitura do IPC de julho. Ainda assim, a alta verificada ficou abaixo do apurado em junho, quando os preços deste grupo subiram 2,87%.

A desaceleração do IPC reflete altas menores em praticamente todos os grupos de produtos e serviços avaliados pela Fipe. Apenas os custos com despesas pessoais e educação tiveram altas maiores no início do mês do que as verificadas no fechamento de junho.

Tarifa de energia deverá pressionar índice

A LCA Consultores destaca que, no varejo paulista, os alimentos foram os principais responsáveis pela desaceleração da inflação, graças principalmente à queda de preços de alguns produtos in natura e, ainda, pela alta menor no preço do arroz. Também ajudaram a diminuir as pressões no IPC-Fipe as altas menores dos preços do vestuário, devido a fatores sazonais.

De acordo com Adriano Lopes, analista do Unibanco, o IPC-Fipe deve voltar a acelerar sua trajetória de alta por causa dos aumentos das tarifas de energia elétrica e novas remarcações de preços de alimentos. Ele pondera, no entanto, que, se os sinais de queda de inflação nos demais grupos que compõem o índice persistirem, as projeções para o IPC de São Paulo em julho e agosto poderão retroceder dos patamares inicialmente previstos.

Inflação da terceira idade subiu 2,65% no trimestre

Já o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) avançou 2,65% no segundo trimestre deste ano, registrando a maior taxa trimestral desde 2003, quando a alta fora de 5,28%. O indicador, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mede a variação da cesta de consumo de famílias compostas por pessoas com mais de 60 anos.

No ano, a variação do IPC-3i foi de 4,05%, ao passo que o mesmo índice nos últimos 12 meses alcança alta de 6,36%. Com esse desempenho, segundo a FGV, o indicador de preços de consumidores da terceira idade superou a média da inflação brasileira nas taxas trimestral (quando o IPC-Brasil, também da FGV, foi de 2,38%), anual (3,84%) e no acumulado dos últimos 12 meses (5,96%).