Título: Aplicação em infraestrutura é opção
Autor: Oswald, Vivian; Doca, Geralda
Fonte: O Globo, 27/09/2009, Economia, p. 34

Caixa Econômica busca alternativas para ampliar ganho

BRASÍLIA. Financiador de peso da dívida pública federal nos últimos anos (6,7% do estoque, com aplicações de R$ 99,4 bilhões até junho deste ano), o FGTS quer agora ampliar sua fatia no mercado financeiro, tendo em vista a queda da taxa de juros básica da economia (Selic). Uma das principais apostas será o Fundo de Investimentos em Infraestrutura (FIFGTS), criado em 2006. O aumento das pressões de todos os lados para usar os recursos crescentes do FGTS também levou a Caixa Econômica Federal a buscar alternativas para aumentar a rentabilidade do Fundo.

O vice-presidente de Fundos e Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, Wellington Moreira Franco, reconhece as pressões políticas e diz que o fundo precisa se adequar ao novo cenário econômico.

¿ Antes, os juros altos davam uma boa remuneração aos nossos papéis, o que garantia a nossa tranquilidade. Hoje, temos que ter capacidade de negócios para manter o mesmo nível de retorno. Não dá mais para trabalhar só na tesouraria ¿ afirmou.

Ele destacou que o FI-FGTS, que permite o uso de 80% do patrimônio líquido do fundo em infraestrutura, pode ser um investimento ainda mais atraente do que a compra de ações da Petrobras no âmbito do pré-sal.

¿ Os projetos de infraestrutura são rentáveis e, em geral, envolvem o setor de energia, que tem retorno garantido. Neste caso, o que vale mais: ir para o pré-sal ou para o FI-FGTS? Este é um debate interessante ¿ explicou.

Outros três produtos já lançados pelo banco são fundos para investir em papéis no mercado das áreas de habitação, saneamento e transporte, que somam recursos de R$ 7 bilhões.

¿ A tendência é que, com esse braço de mercado, o FGTS reduza o estoque que tem em papéis do Tesouro ¿ disse o superintendente da Caixa Joaquim Lima. (V.O e G.D)