Título: General: Não há ameaça
Autor: Freire, Flávio
Fonte: O Globo, 08/10/2009, O País, p. 3
Congresso recolhe assinaturas para tentar criar CPI do Campo
BRASÍLIA. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general Jorge Félix, minimizou as ações do MST e declarou que o movimento não é uma ameaça à sociedade e tem suas razões para existir, dizendo que a apuração cabe ao Ministério Público e à Justiça.
- Ameaça são coisas fortes confirmadas por estatísticas. Não há ameaça. A questão é que é um movimento, e qualquer movimento social tem seu viés de razão.
A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) já havia conseguido ontem 34 assinaturas de senadores - sete além do necessário na Casa - para a criação de uma nova CPI mista do Campo, que investigará o MST. Para a instalação da comissão são necessárias mais 171 assinaturas de deputados; Onix Lorenzoini (DEM-RS) esperava conseguir ontem 120.
Mesmo condenando a derrubada do laranjal da fazenda Cutrale, em São Paulo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), continuou ontem defendendo o MST, como fez em recente discurso no plenário. Disse, porém, que lerá o requerimento de criação de uma nova CPI, se houver o número de assinaturas necessário. Ele condenou o vandalismo em São Paulo:
- Não devemos demonizar os sem-terra. Mas os excessos por eles cometidos devem ser combatidos e, evidentemente, esse foi um excesso cometido pelo MST. As responsabilidades devem ser apuradas. Nunca fui a favor nem contra a instalação de CPI. Na hora que um assunto desses chegar à Mesa, eu leio. Sou um fiel servo do regimento interno desta Casa.