Título: Preço do álcool sobe 10,16% no país e 8,11% no Rio, aponta pesquisa da ANP
Autor: Cardoso, Ana Paula
Fonte: O Globo, 07/11/2009, Economia, p. 24
Para cariocas, diferença para a gasolina está perto de não ser mais vantajosa
O preço médio do álcool vendido nos postos em todo o país subiu, em média, 10,16% em outubro, na comparação com o preço cobrado nas bombas em setembro. Os dados foram divulgados na última pesquisa mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No mesmo período, a gasolina avançou 1,78% no Brasil. No Rio de Janeiro, o preço médio da gasolina na última semana de outubro girava em torno de R$ 2,555, em alta de 1,50% no mês, enquanto o litro do álcool ficou 8,11% mais caro, com preço médio de R$ 1,758.
O resultado confirma a tendência de avanço do preço do álcool, em parte reflexo do aumento de demanda por açúcar, em função de problemas na safra de cana em um dos maiores produtores mundiais, a Índia. As recentes altas do álcool mostram que o combustível já não é mais uma alternativa muito mais barata em comparação à gasolina.
O Rio ainda é um dos estados em que a diferença oferece vantagem ao consumidor, mas num patamar muito próximo ao limite do fator de relação custo/benefício. Este fator é uma média baseada em cálculos que consideram diversas variáveis, como o desempenho e desgaste do motor em relação aos quilômetros rodados com o combustível.
De acordo com especialistas do setor de petróleo e gás, para saber se vale a pena usar álcool no lugar da gasolina, é preciso dividir o preço do primeiro pelo segundo. Se o resultado for superior a 0,7, a relação de vantagem fica comprometida. É o caso, por exemplo, do Rio Grande do Sul, onde o preço médio do álcool em outubro ficou em R$ 1,966, contra R$ 2,59 da gasolina.
Dividindo um preço pelo outro, o resultado é 0,75. Com essa variação, os gaúchos deixam de contar com o álcool como alternativa mais barata para encher o tanque. No Rio, o resultado do cálculo é 0,68