Título: Taxa de fecundidade é a menor do país
Autor: Alvarez, Regina; Almeida, Cássia
Fonte: O Globo, 23/11/2009, Economia, p. 13

BRASÍLIA. O Rio aparece duas vezes no topo do ranking dos estados quando se comparam os indicadores socioeconômicos entre as unidades da Federação.

É o estado com o maior número de famílias unipessoais e apresenta a menor taxa de fecundidade do país, com uma média de 1,54 filho por mulher. No estado, 14,5% das famílias são formadas por pessoas que vivem sozinhas, contra uma média nacional de 11,6%. No extremo oposto do ranking está o Amapá, que tem 6,4% das famílias nessa condição. No Rio, a maioria das famílias de uma única pessoa é formada por mulheres (59%). No Amapá, a situação se inverte. Os homens são maioria (73,8%).

Essa característica é crescente no Brasil e, segundo a análise feita pela equipe técnica da CNM, algumas de suas razões são maior número de separações, aumento da expectativa de vida e maior independência emocional e financeira. No ranking dos estados, o Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 14,4% das famílias formadas por uma pessoa e Goiás em terceiro, com 13,2% das famílias.

Já em relação à taxa de fecundidade, a média nacional é de 1,89 filho nascido vivo por mulher em idade fértil. As taxas inferiores a 2,1 são consideradas insuficientes para assegurar a reposição populacional e estão associadas a urbanização crescente, redução da mortalidade infantil, melhoria do nível educacional, ampliação do uso de métodos contraceptivos, maior participação da mulher no mercado de trabalho e instabilidade no emprego.

(Regina Alvarez)