Título: Governador nega compra de votos
Autor: Franco, Bernardo Mello
Fonte: O Globo, 22/12/2009, O País, p. 8

BRASÍLIA. Depois de silenciar sobre as acusações de Durval Barbosa, o governador José Roberto Arruda (ex-DEM) negou ontem ter comandado uma operação de compra de votos para aprovar mudanças no Plano Diretor de Ordenamento Territorial de Brasília (PDOT).

Em nota oficial, o assessor de imprensa do DF, André Duda, disse que as alterações nas leis urbanísticas de Brasília foram feitas ¿de forma transparente e sem nunca envolver interesses ou vantagens para este ou aquele grupo¿.

Segundo a nota, as mudanças no Plano Diretor foram discutidas exaustivamente e sem subornos.

¿Agora, uma pessoa motivada por uma declarada vingança, faz depoimentos estapafúrdios, e isso vira verdade?¿, escreveu o assessor de Arruda.

A reação foi motivada por reportagem publicada ontem no GLOBO que relata as novas acusações de Durval. Segundo ele, o governador teria arrecadado R$ 20 milhões de empreiteiras beneficiadas pelo projeto. Cerca de R$ 7 milhões teriam sido repassados aos deputados distritais que aprovaram as mudanças, ao valor de R$ 420 mil para cada um.

O Instituto Fraterna, presidido pela primeiradama do DF, Flávia Péres Arruda, negou ter usado dinheiro de propina a mando do governador. ¿A direção do Instituto ajuizará ação judicial contra essas afirmações caluniosas¿, diz nota da ONG.

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