Título: Desembargador diz que afastamento foi violência
Autor: Bruno, Cássio ; Otavio, Chico
Fonte: O Globo, 28/01/2010, O País, p. 4

Punido pelo CNJ, Wider afirma que as denúncias foram usadas "de forma exagerada" Afastado da corregedoria de Justiça do Rio, o desembargador Roberto Wider classificou ontem, em nota, como uma ¿violência¿ a decisão do CNJ de afastálo do cargo. Wider disse que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, afirmou que as denúncias foram utilizadas ¿de forma exagerada¿ e que a decisão teve uma ¿interpretação errônea¿.

¿O próprio corregedor tomou a iniciativa de afastar-se por 30 dias, quando o CNJ fez a inspeção no TJ-RJ e recolheu os documentos que julgou pertinentes.

Ao retornar às funções, continuou a atender a todas as solicitações do CNJ. Jamais obstruiu ou tentou obstruir qualquer investigação do CNJ. O seu afastamento determinado ontem (terça), segundo ele, é uma violência, pois não aceita ser condenado previamente e sem defesa¿, diz a nota de Wider.

O corregedor do CNJ, ministro Gilson Dipp, em seu voto, sustentou que Wider teria ferido os princípios da imparcialidade, da impessoalidade e da lealdade institucional quando nomeou dois advogados do escritório de Raschkovsky para cartórios no Rio e em São Gonçalo, além de ter perseguido uma tabeliã que rompeu um contrato com o lobista.