Título: Queiroz Galvão é a mais experiente
Autor: D´Ercole, Ronaldo
Fonte: O Globo, 21/04/2010, Economia, p. 22

Construtora é a de maior tradição entre as que se uniram no consórcio vencedor

SÃO PAULO. Dona de uma fatia de 10% no consórcio que venceu ontem o leilão de concessão da hidrelétrica de Belo Monte, a Queiroz Galvão é vista como a mais experiente no mosaico de construtoras que poderão participar da construção da terceira maior usina do mundo.

Fundada em 1996, a companhia tem em seu histórico a participação em alguns projetos de grandes usinas, como Itaipu e Furnas.

Já a desconhecida J. Malucelli tem pouca experiência na área de energia. Fundada na década de 1960, a empresa paranaense cresceu embalada na expansão das rodovias brasileiras. No ano passado, par ticipou das obras de três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e do consórcio Cruzeiro do Sul que está construindo a Usina de Mauá, no Rio Tibagi, no Paraná. Com faturamento anual de R$ 50 milhões, a empresa, que detém 9,98% de Belo Monte, também está reconstruindo a barragem da usina hidrelétrica de Espora, em Goiás.

Cetenco, com 5%, participou em Itaipu e na Usina de Guri A Galvão Engenharia, fundada em 1996, é outra especializada em obras rodoviárias, mas também atua na prestação de serviços de engenharia e construção para os setores de óleo e gás, energia e saneamento básico.

Com faturamento de R$ 2,1 bilhões em 2009, e com pouco mais de 5 mil colaboradores diretos, a companhia tem 3,75% de participação em Belo Monte. Mas sua experiencia se limita à construção de apenas uma PCH, em 2007.

Seu primeiro contrato de expressão foi a duplicação da Rodovia Pedro Taques, no litoral paulista, em 1997.

Cetenco, Serveng-Civilsan, Mendes Junior Trading e Contern fecham o mosaico de construtoras que dominam o consórcio Norte Energia.

A Cetenco, com 5% no negócio de Belo Monte (as outras têm 3,75% cada uma), é que tem mais experiência em obras de energia nesse grupo. Com participações na construção em duas das maiores hidrelétricas do mundo, Itaipu, no Rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai, e Guri, na foz do Rio Orinoco, na Venezuela, a Cetenco também atua na construção de linhas de transmissão e subestações de energia.