Título: PMDB gaúcho deverá fechar com o tucano
Autor: Isabel Marchezan
Fonte: O Globo, 07/05/2010, O País, p. 14
Fogaça diz que seguirá o que partido decidir no Sul; já comando nacional dos peemedebistas apoia Dilma
O GLOBO
PORTO ALEGRE. O pré-candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul, José Fogaça, admitiu a possibilidade de apoiar a candidatura de José Serra à Presidência da República, apesar da aliança do PMDB nacional com Dilma Rousseff, do PT. Defensor da tese de que o partido deveria ter um candidato próprio ao Planalto, Fogaça afirmou ontem, em entrevista à Rádio Gaúcha, que vai seguir a decisão que o PMDB do Rio Grande do Sul tomar em relação à campanha presidencial. ¿ Evidentemente, o partido vai se reunir no Rio Grande do Sul para tomar a sua posição. Eu sou do PMDB do Rio Grande do Sul e vou seguir o PMDB do Rio Grande do Sul ¿ disse Fogaça na entrevista. Líderes peemedebistas gaúchos afirmaram que, sem candidato próprio, a seção gaúcha do partido deve se aliar a Serra, mesmo que Michel Temer seja o vice na chapa de Dilma. ¿ É quase utopia ter candidatura própria. Se a gente botar em votação hoje, Serra ganha por larga diferença ¿ afirmou o deputado estadual Alexandre Postal (PMDB-RS). Deputados peemedebistas e Fogaça tiveram encontros com o pré-candidato tucano à Presidência em Porto Alegre anteontem. Na opinião do deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS), a maior parte do diretório gaúcho tende a apoiar o tucano. ¿ Pelo que conheço da bancada, 90% estão com Serra ¿ afirmou Terra. PP e PSDB podem retomar negociações no estado Perguntado sobre a possibilidade de o tucano fazer campanha ao lado de José Fogaça no Rio Grande do Sul, Terra afirmou que só o tempo é que poderá responder. ¿ Onde tem disputa com o PT do outro lado, é difícil ficar isento. Eles estão nos batendo politicamente. Como vamos votar com eles? ¿ disse Osmar Terra, sobre o PMDB gaúcho. O PP também participou do encontro de quarta-feira à noite com Serra. No começo da semana, o partido declarou encerradas as negociações para compor chapa com o PSDB ao governo estadual. Os progressistas exigem aliança na eleição para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, além do cargo de vice na chapa de Yeda Crusius. As negociações, no entanto, podem não estar encerradas. Segundo Pedro Bertolucci, presidente do PP estadual, o partido optou por não participar da agenda do Serra no estado para não criar constrangimentos, mas pode retomar as conversas em Brasília na próxima semana. Ele diz que a possibilidade de Francisco Dornelles (PP-RJ) ser vice de Serra não garante nada. ¿ O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE, coordenador da campanha ao Planalto) ligou pedindo uma conversa. Queremos entrar pela porta da frente. Conversaremos oportunamente em Brasília. Mas, se houver acordo nacional, não necessariamente seremos aliados no estado ¿ ponderou Bertolucci.