Título: Serra nega pressão para que Aécio aceite ser vice
Autor: Camarotti, Gerson; Vasconcelos, Adriana
Fonte: O Globo, 26/05/2010, O País, p. 9
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, negou ontem que o tom crítico em relação ao governo Lula e à sua principal adversária, a petista Dilma Rousseff, seja reflexo do resultado das últimas pesquisas de opinião que registraram um empate técnico entre os dois. Tampouco admitiu que o comando de campanha tucana tenha decidido reforçar a pressão para que o ex-governador mineiro Aécio Neves aceite ser vice em sua chapa. O PSDB decidiu amenizar a pressão sobre Aécio.
Não reforcei, nem desreforcei nada. Não há nada nas pesquisas que imponha que teria de ser o Aécio ou não. O que está acontecendo agora (mudança nas pesquisas), a gente previu mais ou menos nos nossos indicadores.
Eu, pessoalmente, nunca desenvolvi nenhum tipo de pressão em um sentido ou em outro desconversou o presidenciável, em entrevista após o encontro na CNI.
A cúpula do PSDB atuou ontem da mesma forma para esvaziar especulações sobre a possibilidade de Aécio ser vice. A avaliação interna é que a retomada do assunto seria uma armadilha que tende a prejudicar a candidatura de Serra. Integrantes do comando da campanha consideram um erro o fato de as próprias lideranças do partido terem retomado o tema.
Geraria uma agenda negativa que pode fragilizar Serra, caso Aécio não aceite o desafio.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), desautorizou o debate. Depois de longa conversa com Serra ontem, foi ao extremo e negou qualquer possibilidade de Aécio ser vice: Aécio não é, não foi e não será alternativa para ser vice.
Continuar insistindo na questão será um equívoco. Deixa a campanha na expectativa de um fato que não deve se consumar