Título: Marina critica governos por falta de prevenção
Autor: Lins, Letícia; Rios, Odilon
Fonte: O Globo, 23/06/2010, O País, p. 4

Serra e Dilma cancelam ida ao Nordeste BRASÍLIA, SÃO PAULO e PETRÓPOLIS. A tragédia causada pelas chuvas no Nordeste levou dois candidatos a presidente ¿ José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) ¿ a cancelarem suas agendas na região, onde participariam de festejos juninos. Serra e a candidata do PV, Marina Silva, também defenderam ações preventivas. A verde ainda partiu para o ataque.

Ao lamentar as mortes, disse que esses problemas poderiam ter sido minimizados, se os governos investissem mais em prevenção.

Marina disse que o problema está aumentando, pois, segundo ela, em 2007, 2,5 milhões pessoas no país foram afetadas por enchentes e, em 2009, 5,5 milhões.

Ela criticou o governo federal que, segundo ela, investiu R$ 130 milhões em prevenção para situações de risco e gastou cerca de R$ 1 bilhão após as catástrofes: ¿ Ou seja, a gente inverte e sempre investe quando o leite já está derramado ¿ disse ela que, indiretamente, também criticou Serra, ex-governador paulista: ¿ O Estado de São Paulo, por exemplo, tem o mesmo governo há 20 anos, e não se tomou atitudes que se poderia para ter políticas continuadas para esse tipo de situação.

Serra se solidarizou com as vítimas e informou que não vai mais a Caruaru (PE) e Campina Grande (PB). Ele embarcaria hoje. Dilma também cancelou sua ida a essas cidades e a Aracaju.

O tucano defendeu a criação de uma força nacional de segurança permanente, com equipes treinadas para intervenção em calamidades: ¿ Deve ser uma equipe permanente, que pode ser deslocada imediatamente.

Nenhum estado, quando tem uma calamidade, consegue enfrentar sozinho. Precisamos de técnicos, não só para o trabalho físico, mas para avaliação de áreas de risco, trabalho de remoção, atendimento às vítimas.

Serra também defendeu um plano de diagnóstico nacional de áreas de risco: ¿ Tem de ter um diagnóstico das áreas de risco. A prefeitura é que tem que fazer isso, mas tem que ter um plano nacional para assistir às pessoas. Além disso, tem de haver um programa de moradia popular concentrado para famílias que vivem em áreas de risco ¿ disse ele, que não quis comentar as críticas feitas por Marina.