Título: Enquanto isso... EUA pisam no freio
Autor: Gomes, Wagner
Fonte: O Globo, 31/07/2010, Economia, p. 25
No 2º trimestre, PIB cresceu 2,4%, contra 3,7% no início do ano
WASHINGTON. O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou no segundo trimestre, com um aumento das importações pelas empresas e com a redução dos gastos do consumidor, gerando dúvidas sobre a recuperação do país este ano. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,4% a uma taxa anualizada, anunciou o Departamento do Comércio em sua primeira estimativa. No primeiro trimestre, a alta fora de 3,7%.
O resultado do segundo trimestre ficou ligeiramente abaixo das previsões de analistas do mercado, que estimavam uma taxa de 2,5%. A expansão foi contida por um salto de 28,8% das importações, que ofuscou o avanço de 10,3% das exportações. O déficit comercial tirou 2,78 pontos percentuais do PIB, a maior contribuição negativa do setor externo desde 1982.
O governo também informou ontem que a recessão no país foi mais severa que o inicialmente estimado. Revisões divulgadas pelo Departamento de Comércio apontaram que o PIB se contraiu em 2,6% no ano passado e que a economia não cresceu em 2008. Inicialmente, o governo havia divulgado queda de 2,4% em 2009, após expansão de 0,4% no ano anterior.
A recuperação mais lenta da economia americana tem levantado temores, entre especialistas, de que os EUA entrem numa recessão prolongada como a que afundou o Japão na década de 90. Esta semana, James Bullard, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de St. Louis, alertou que os EUA estavam sob ¿risco de uma deflação ao estilo japonês¿.
Já a Alemanha pode chegar ao pleno emprego em breve. Segundo a revista alemã ¿Der Spiegel¿, os últimos dados mostram que o país terá menos de 3 milhões de desempregados, um novo patamar mínimo. Em janeiro de 2005, eram 5 milhões, o maior nível desde os anos 30. Em julho, o total foi de 3,192 milhões, com taxa de 7,6%.