Título: Se nada for feito, estaremos numa ditadura
Autor: Freire, Flávio; Talento, Biaggio
Fonte: O Globo, 27/08/2010, O País, p. 9
Mulher de Serra vê perseguição à sua família e pede punição
RECIFE. Mônica Serra, mulher do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, cobrou esclarecimentos sobre o vazamento do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao marido, sob o risco de a democracia ficar ameaçada no país: Você teria uma ditadura, se isso passasse em branco e não acontecesse nada. Se nada for feito, estaremos em uma ditadura afirmou Mônica, que tomou conhecimento da extensão da ilegalidade quando almoçava com um grupo de mulheres no restaurante Império dos Camarões, no Pina, um bairro popular de Recife.
Para ela, deve estar havendo algum tipo de perseguição ao seu marido ou à sua família: Isso é um problema muito, mas muito sério. Em um país em regime de direito, essas coisas não acontecem afirmou, frisando acreditar que a Justiça tomará providências.
Mônica está percorrendo três estados do Nordeste (Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco) para ajudar na campanha de Serra. Durante esse trajeto, foi informada de que, além do vicepresidente do PSDB, Eduardo Jorge, e do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, outras pessoas ligadas a Serra foram vítimas da espionagem: Soube rapidamente de uma, do Mendonça de Barros.
Essas duas outras não tinha tomado conhecimento disse, referindo-se a Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marim Preciado, casado com uma prima de Serra.
Se o abuso é vinculado a alguém da família, é perseguição, que eu saiba. A família de Serra, tanto quanto ele, é formada de pessoas honestas, com princípios.
Mas isso não poderia ser feito com família nenhuma do Brasil. Não deveria acontecer.