Título: As críticas e a defesa
Autor: Scofield Jr., Gilberto
Fonte: O Globo, 29/08/2010, O País, p. 18
CRÍTICA: As referências a Lula não deixam evidente se a campanha é de oposição.
A DEFESA DA CAMPANHA: As referências são breves, cinco ou seis segundos num programa de 7 minutos e 18 segundos. Qualquer campanha majoritária que bata de frente com um presidente popular e que se comunica tão bem tem reduzidas chances de sucesso. Ao PT interessaria a campanha "situação X oposição". Ao Serra, não. O esforço é para que o eleitor pense no embate puro entre candidatos. Serra e sua biografia X Dilma e sua falta de biografia.
CRÍTICA: A favela cenográfica compromete a autenticidade da campanha.
A DEFESA DA CAMPANHA: Não houve dano de imagem ao candidato. Pesquisas internas mostram que Serra estaria melhorando sua imagem num quesito importante: proximidade com as pessoas. O eleitor sabe que propaganda é propaganda. Assim como aceita exageros da propaganda da Dilma, mostrando um Brasil que não existe, aceitou o samba na laje. Desde 1994, a propaganda política não pode usar imagens externas. O que obriga as campanhas a construírem imagens em estúdio.
CRÍTICA: O uso do apelido Zé soa artificial para um político notoriamente conhecido como Serra.
A DEFESA DA CAMPANHA: Uma das músicas falava em Zé na primeira linha, Zé Serra na segunda, José Serra mais abaixo e assim por diante. Outra música tratava o candidato por Serra, Zé Serra e José Serra. Serra é Serra na política e é Zé, há 68 anos, para amigos, família e políticos próximos. Não tem nada de artificial nisso e ninguém fica popular só pelo nome. Houve incômodo, eventualmente, de jornalistas e políticos.
CRÍTICA: A comunicação da campanha do Serra não dialoga com encarregados das ações políticas.
A DEFESA DA CAMPANHA: A coordenação de comunicação se encontra com regularidade com Serra e os coordenadores de sua campanha e troca semanalmente informações sobre agenda.