Título: Direitos relevantes
Autor:
Fonte: O Globo, 01/09/2010, Opinião, p. 7
Israel aplaude e apoia todos os países que buscam uma solução equitativa para o processo de paz no Oriente Médio. Além disso, é uma das sociedades que mais respeitam os direitos humanos e individuais. A Declaração da Independência determina que o Estado de Israel garantirá completa igualdade social e direitos políticos a todos os seus habitantes independentemente de religião, raça ou sexo.
Existe uma precisão nos dados e informações sobre o que o Estado de Israel realmente é. Estes dados são importantes para fomentar um novo entendimento sobre o país, que é usualmente retratado somente por seus problemas.
Nota-se que mais de 20% da população israelense é de não judeus, e os árabes têm direito a voto, assim como os muçulmanos, drusos, judeus ou cristãos.
As mulheres árabes, como em raros países, também têm este direito em Israel, onde não é necessário ser judeu para tornar-se primeiro-ministro ou presidente.
Há juízes e diplomatas drusos e árabes e os árabes-israelenses, ainda que se autodefinam como palestinos, mantêm no país um altíssimo nível de vida, muito superior à média dos países árabes.
Israel é uma sociedade pluralista e multiétnica, uma democracia verdadeira, que conta com mais de 40 partidos.
A liberdade religiosa é prevista em lei e o governo respeita este direito. Todas as comunidades religiosas têm autoridade sobre seus membros em questões de casamentos e divórcios. Alguns cidadãos israelenses se casaram com palestinos e viveram em Israel. Após a união, a parte palestina lamentavelmente participou de atos terroristas. Por este motivo, o direito destes casais de morar em Israel não é automático e precisa ter o aval das autoridades israelenses. Apesar dos contínuos ataques do Hamas, Israel tem mantido a transferência de alimentos à Faixa de Gaza. Desde 2009, mais de um milhão de toneladas de suprimentos humanitários, de Israel, entrou na região. Israel alcançou a paz com Egito e Jordânia a paz é possível.
Israel e Brasil têm uma histórica amizade, que se fortaleceu ainda mais após a aprovação, em março, do acordo de livre comércio Israel-Mercosul. Em 2008, o Brasil exportou para Israel mais de US$ 390 milhões, e no ano seguinte este valor foi de mais de US$ 270 milhões. Já no primeiro semestre, foram US$ 140 milhões, sendo US$ 67,7 milhões somente em maio e junho.
Em 2008, o Brasil importou US$ 1,2 bilhão em produtos israelenses e, neste ano, mais de US$ 420 milhões, sendo US$ 130 milhões em maio e junho. Em dez anos, 97% dos produtos importados pelo Mercosul vindos de Israel, e viceversa, terão alíquota zero. É importante ressaltar que as economias de Israel e Brasil são complementares e não são concorrentes. Hoje, o Brasil é o maior parceiro comercial de Israel na América Latina. Israel é sinônimo de futuro e, com um processo de paz encaminhado, toda a região poderá florescer.
GIORA BECHER é embaixador de Israel.