Título: Petrobras confirma potencial de poço do pré-sal
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Fonte: O Globo, 23/10/2010, Economia, p. 29
Perfuração indica reservas de até 8 bilhões de barris de petróleo em Tupi. Portuguesa Galp é sócia da estatal na área
RIO, PORTO ALEGRE e SANTOS.
Um mês após a capitalização da Petrobras, a estatal anunciou ontem que a perfuração de mais um poço na área de Tupi, na região do pré-sal da Bacia de Santos, confirmou seu potencial de reservas, estimadas em 5 a 8 bilhões de barris de óleo equivalente (inclui petróleo e gás). O poço, o nono a ser perfurado na área, fica a 290 quilômetros do litoral fluminense. A portuguesa Galp, sócia da Petrobras no bloco, também comunicou o feito ao mercado em Portugal.
A importância do anúncio de ontem é que, ao encontrar petróleo no poço, Petrobras e seus sócios ¿ a estatal tem 65% do bloco, a BG tem 25% e a Galp, 10% ¿ puderam confirmar que o reservatório se estende até o extremo sul da área de Tupi. Mais dois poços serão perfurados até o fim do ano para delimitar a jazida. Só então poderá ser declarada a comercialidade da área. O prazo para isso ocorrer acaba em 31 de dezembro de 2010. Caso contrário, a Petrobras terá de devolver o bloco à Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Caixa terá linha especial para fornecedor de petróleo Em Porto Alegre, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, informou que até 2014 a estatal fará três projetos pilotos em Tupi, para testar tecnologias que permitam maior capacidade de extração do petróleo. Esta semana, ele dissera que a produção comercial na área começaria no fim deste mês, véspera do segundo turno das eleições.
O executivo disse ainda que a alavancagem (razão entre dívida e capital próprio da empresa) da Petrobras deverá alcançar 30%, após o endividamento previsto de US$ 76 bilhões em um período de sete anos. Hoje, o percentual está entre 16% e 18%.
¿ Pouco mais de um terço será dívida bancária, pouco menos de um terço da dívida com o mercado de capitais, e em torno de um terço com bancos de desenvolvimento e agências de financiamento a exportações de países fornecedores.
Também ontem, a Caixa Econômica Federal anunciou em evento em Santos que dois terços dos R$ 180 bilhões da carteira de crédito do banco estarão disponíveis para fornecedores do setor de petróleo e energia. O crédito será oferecido para capital de giro e antecipação de recebíveis em até 50% do valor do contrato fechado com a Petrobras, com juros de 1,75% a R$ 2,5% ao mês.